A Árvore de Natal



Eu penduraria em minha árvore de Natal lembranças de quem fez meu ano ser o ano que foi. Quem se fez presente de verdade em algum momento, quem genuinamente reforçou este elo maluco que estamos a todo momento tentando criar uns com os outros. Quem me disse SIM de alguma forma, em algum lugar. Quem sorriu sem precisar dos dentes e neste sorriso me iluminou por um instante que fosse. Quem abraçou com a intenção, e falou com a verdade amorosa de seu coração. Quem fez do pouco, muito. Quem acredita na beleza de ser divinamente humano, e sobre esta fé constrói o seu império. Quem entra no hoje trazendo o mínimo de ontem possível para que amanhã seja verdadeiramente criado, e não apenas, repetido. Quem, de qualquer maneira ou forma, me ajuda sem mesmo precisar falar, a ser mais eu e mais gente.
Em minha árvore de Natal, deixaria de lado aparências, egocentrismos, alfinetadas, intransigências, risos histéricos, lágrimas apelativas, palavras vazias, cortesias superficiais. Sendo a árvore um símbolo da permanência da vida no Natal, ficariam na minha, só os ícones daquilo que é possível vingar em solo fértil de prosperidade e alimentar a beleza estranhamente incontida.

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